quinta-feira, 6 de maio de 2010

Poema do Idoso


Quando ando devagar
e minhas mãos começam a tremer,
ampare-me.

Quando minha audição não for boa,
tendo que me esforçar para ouvir-te,
me entenda.

Quando minha visão não for perfeita
e quando precisar de ajuda pra entender, ajude-me, com paciência.

Quando minha mão treme e derrubo comida na
mesa ou no chão, por favor, não se irrite, tentei fazer o que
pude.

Se você me encontrar na rua, não finja que não me viu.
Pare para conversar comigo.
Sinto-me só.

Se você, na sua sensibilidade,
ver-me triste e só, simplesmente
partilhe comigo um sorriso e seja
solidário.

Se lhe contei pela terceira vez a mesma história
num dia só, não me repreenda,
simplesmente me ouça.

Se comporto-me como criança, cerque-me de
carinho.

Se estou doente e sendo um peso, não me
abandone.

Se estou com medo da morte e tento negá-la,
por favor, ajude-me na preparação para o adeus.

(Lembranças de um texto que li, um belo texto.)

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