sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Como se fosse um soneto de amor

Se estou vivendo na escuridão?
Não faço nem noção.
Mas que ando por aí sozinha
Pensando em você, disso estou certa.


Muitos sonhos e esperanças eu criei
Precisar deles um dia? Não sei.
Quero viajar, sair de mim
Colocar tudo no lugar.


Mas, agora luto comigo mesma porque
Eu quero você, te ter, entende?
Descobri que sem você não vivo


Por aí estou, presa a você por um olhar
Te dar uma descrição?
Por favor de novo não!


Um beijo,


Luciana Monteiro Pedro

Cemitério maldito

Era uma bela noite sombria. Eu, solitária, andava pela rua, sentia muito sono.
Em um certo momento um grande jardim me chamara a atenção. Uma grande parte dele continha lindas rosas vermelhas como sangue que brilhavam na escuridão. Sentei-me ao lado delas e fiquei a contemplá-las. Percebi então que não estava em um mero jardim e sim em um cemitério, vi que aquelas lindas rosas vermelhas pertenciam a um defunto, as achei ainda mais belas. Sinto muito, mas agora são minhas!
Arranquei-as do chão e levantei, mas ao fazer isso, senti uma mão pesada, grosseira e fria em meu ombro descoberto. Quem seria?
Quando olhei para trás vi um homem de máscara e olhos vermelhos, desmaiei. Não sei quanto tempo se passou, mas quando acordei, estava deitada em uma maca, com pés e mãos amarrados. Tentei gritar mas algo tampava minha boca.
Eu estava assustada, ofegante e cansada. Olhei para o lado e lá estava ele, olhando pra mim, "gelei". Nossa, que criatura horrenda! Ouvi uma risada estridente e diabólica, começou a vir para meu lado, havia facas e bisturis na sua mão.
Chegou perto de mim, senti algo gelado rasgando-me. Que dor! Gritava, gritava mas ninguém me ouvia. Parecia estarmos em algum lugar subterrâneo. Depois disso a dor crescia muito e ele parecia se alegrar cada vez mais com meu sofrimento. Novamente desmaiei...
Acordei no mesmo cemitério. Não sei bem ao certo se o que sofri foi real, tudo que queria era sair daquele lugar. Cemitério maldito!




Um abraço,


Luciana Monteiro Pedro

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Nostalgia

Quem nunca a sentiu? É praticamente impossível encontrar alguém assim, não é? Pois até mesmo os bebês sentem saudade, saudade do ventre da mãe, do cheiro, da segurança.
Não há como se esconder, nem escondê-la, realmente não há! Aquela dor que te incomoda no fundo do peito, aquela que não te deixa dormir, não te deixa viver "normalmente". Mas é tudo aquilo que as pessoas te dizem? "Não se preocupe, vai passar, você vai esquecer já, já!"
Não. Não há como esquecer, também não há como acabar com ela, a saudade. Porque ela não acaba, só aumenta. E aí você se enche de coisas pra fazer, com a intenção de que os dias passem rápido e você consiga finalmente acordar com outra coisa na cabeça.
Mesmo assim, sempre há algo que te lembre, e eu sei, isso é um saco. Mas enfim, no final você sempre acaba se acostumando a viver de uma outra forma, da forma mais difícil, da forma nostálgica.



Um abraço,

Luciana Monteiro Pedro

Qual a paz que ele promoveu?

Barack Obama, terceiro presidente norte americano a ganhar o Prêmio Nobel da Paz. O que espanta é saber que o prêmio é dado àqueles que promoveram ou promovem de alguma forma a paz.
O que ele fez? Obama não fez nada nos primeiros nove meses de governo que o faça merecedor do prêmio. Dizer que quer um mundo sem armas atômicas e cancelar a implantação de mísseis na Polônia não o faz merecedor.
A retirada das tropas americanas do Iraque só aumentará a matança local. Isso também não parece ser um gesto lá muito pacífico. Mas quem escolhe o ganhador não somos nós, "mera população", e sim os grandes do parlamento Norueguês.
O ex-primeiro ministro norueguês Thorborn Jagland disse que a homenagem serviu "não apenas para endossar, como para realçar o tipo de política internacional e a atitude defendida por Obama". Que atitude? Só se for o incrível carisma de primeiro presidente norte americano negro, mas, cuidado! Quem vê carisma não vê intenção!


Um abraço,


Luciana Monteiro Pedro

Virgindade, eis a grade questão

Virgem, ser ou não ser, eis a grande questão. Antigamente o primeiro beijo de uma relação só era dado depois do casamento, o mostrar de um ombro nu causava arrepios em homens, o olhar falava mais coisas que a própria boca.
Atualmente, adolescentes dão seu primeiro beijo entre 10 e 12 anos de idade, assim percebemos o quanto mudamos de geração em geração, uma pesquisa feita pelo IBGE em agosto de 2009 mostra que 35% de meninas e meninos entre 15 e 22 anos já tiveram sua primeira relaçao sexual.
Virgindade para alguns pode não significar nada e para outros significa uma vida inteira de pureza e dignidade. Algumas pessoas ainda querem esperar até o casamento para se entregar ao seu parceiro. Essa escolha geralmente está diretamente ligada à religião, princípios e cultura. Algumas religiões prezam pela virgindade do homem e de ter uma relação sexual é o que há de mais íntimo e sagrado para ambos.
Outras vezes a própria cultura intervém, é o caso da Índia, em que as mulheres se casam virgens para proporcionarem "sorte" aos maridos. Sabemos que sem o homem não existe mulher e vice-versa.
Mas o que temos que saber mesmo é que sem o amor não existe nada. Pois ele é o começo e o fim.




Luciana Monteiro Pedro